- A Agenda 21 é um conjunto de estratégias voltadas para a preservação do planeta, criada durante a Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (ECO-92), realizada entre 3 e 14 de junho de 1992, na cidade do Rio de Janeiro. Trata-se de iniciativa global com o intuito de repensar as ações humanas em relação ao ambiente em que vivemos, fazendo com que nossas atitudes destrutivas sejam substituídas por comportamentos mais comprometidos com o bem estar pessoal e coletivo.
- A ideia central deste projeto se baseia na sustentabilidade das regiões. Ou seja, buscar o desenvolvimento sob o estigma da perfeita harmonia entre o homem e os demais seres vivos. Em se tratando da territorialização, a ferramenta passa a ser compreendida em um cenário mais delimitado, uma vez que cada governo se torna responsável por gerir suas próprias metas. No entanto, a essência da proposta continua sendo a mesma, porém interligada diretamente a realidade na qual será aplicada.
- No Brasil, o programa vem sendo conduzido pela Comissão de Políticas de Desenvolvimento Sustentável e Agenda 21 (CPDS), criada em fevereiro de 1997, pela Presidência da República e vinculada ao Ministério do Meio Ambiente. De acordo com o Instituto Ecológico Aqualung, o documento produzido pela CPDS, Agenda 21 Brasileira - Bases para Discussão, foi distribuído para representantes de 27 estados com a finalidade de popularizar seu conteúdo e, com isso, integrar os cidadãos à luta sócio-ambiental.[1]
- Notamos durante nossa pesquisa, que até o momento, pouco se fez sobre este assunto. As atividades continuam ainda consideravelmente no campo da ideologia. Até mesmo o site do Ministério do Meio Ambiente carece de informações claras e específicas voltadas para as aplicações das diretrizes. Conseguimos observar que o país conseguiu solidificar seu próprio alicerce de metas ambientais ao somar os esforços de diversos municípios, todavia ainda nada colocou em prática.
- Portanto, acreditamos que a Agenda 21 somente receberá o mérito de mecanismo eficiente quando de fato for posta à prova. Pautá-la em conferências, seminários, dentro das escolas, em demais eventos que envolvem o debate, é necessário. A troca de opiniões, o esclarecimento, a comunicação bilateral, são fatores importantes. No entanto, o tempo está passando e, a cada dia, o mundo sofre os efeitos de diferentes formas de agressão. A velocidade das negociações é inversamente proporcional às degradações e aos impactos (muita vezes irreversíveis) causados pela humanidade contra a natureza e a si mesma.
Domingo, Outubro 11, 2009
Sexta-feira, Janeiro 09, 2009

O pedaço de terra mais cobiçado dos últimos tempos
Geórgia Nepomuceno
O que mais me impressiona no conflito israelo-palestino, com terríveis bombardeios na Faixa de Gaza, é o fato das pessoas desejarem saber o que exatamente está acontecendo. Venho acompanhando o episódio por meio das mídias virtuais e, ontem, ao ler a página da Folha de São Paulo, me surpreendi. Os brasileiros perguntavam enfaticamete: "Quando foi que tudo começou???" e "Qual é o motivo dessa guerra??". As respostas eram pouco asertivas, porém convenciam.
É bem possível que toda esta desavença tenha começado no século XIX. Agora, o que motivou árabes e judeus a se confrotarem dessa maneira? Aparentemente, pode ser uma questão cultural, talvez econômica e/ou religiosa. Ainda não foi encontrada uma pessoa que consiga optar por apenas um dos fatores. É provável que nenhum dos lados saiba ao certo o porquê do que está se passando. São orgulhos feridos que cegam os indivíduos.
Nos jornais, encontramos informações e nomes que se repetem: Israel, Palestina, Hamas, Fatah, ONU, Cruz Vermelha, Primeira e Segunda Intifada, Guerra dos Seis Dias, Estados Unidos, Obama, Jerusalém, Cisjordânia, Egito etc.
Ainda segundo a editoria Mundo, da Folha, os 14 dias de calamidade já resultaram na morte de 257 crianças. O total de paletinos mortos chega a 760. Em se tratando de soldados israelenses o número cai para 10 mortes. Por isso, também, a comunidade internacional chama de desproporcional os ataques entre os dois povos.
A Organização das Nações Unidas (ONU) havia anunciado a retirada de seus integrantes da Faixa de Gaza, mas hoje voltou atrás e pretende continuar a socorrer os necessitados. O cessar-fogo com o intuito de facilitar a ajuda humanitária vem sendo cumprido por ambos os lados. Só o fato de Israel anular os bombardeios por um período já é algo positivo.
A Autoridade Nacional Palestina (ANP) e o governo de Israel tiveram as relações interrompidas pelo Hamas. Logo, a conversa entre os descontentes se torna cada vez mais difícil. As negociações ficam restritas a este grupo armado (considerado terrorista) e o premiê israelense, Ehud Olmert.
Muitos culpam o nazismo pelo que está acontecendo neste momento. Outros, os próprios judeus por estarem ocupando terras habitadas por palestinos. Existe ainda o grupo que culpa os árabes por não respeitarem as decisões de 1993, tomadas em Oslo*.
O importante, na verdade, é evitar a morte de mais inocentes. Dar nome aos bois é uma tarefa que pode esperar.
Segunda-feira, Setembro 08, 2008

Quinta-feira, Agosto 28, 2008
MARVIN GAYE IS SHOT AND KILLED: POP SINGER'S FATHER FACES CHARGE
Geórgia Nepomuceno
O LINK DO CIRURGIA INÉDITA: http://www.youtube.com/watch?v=IVFT7i94zQU
NEW YORK TIMES
April 2, 1984, Monday
Marvin Gaye, who blended the soul music of the urban scene with the beat of the old- time gospel singer and became an influential force in pop music, was shot to death today. The singer, who would have been 45 years old Monday, died of bullet wounds in his ...
Sábado, Agosto 23, 2008
Displaced People
Somente ouvi falar (muito) a respeito de duas pessoas no mundo que não possuem pátria. Esses duas pessoas são minha trisavó (mãe de meu bisavô) e a Elke Maravilha. Vovó eu nem cheguei a conhecer. Elke eu vejo e via pela televisão. De acordo com Aurélio Buarque de Hollanda Ferreia, cujo local de origem corresponde a Passo de Camaragibe (Alagoas-Brasil), pátria é: 1. país onde nascemos; o torrão natal; terra. 2. Província, cidade, aldeia, etc., 3. A terra dos pais.
Vovó, posso dizer com e sem ironia, era uma sem isso tudo. Elke também. No caso mais popular, no da segunda mulher citada neste texto (claaaaro! porque nem tanta gente conheceu a minha avó), as coisas aconteceram mais recentemente.
"Entrei na prisão cidadã brasileira naturalizada e saí de lá apátrida. Eles tomaram meus documentos. Não é um documento que vai me dizer quem eu sou, eu sou brasileiríssima e pronto. Eu já havia votado uma vez. Nessa situação, viajei duas vezes com passaporte amarelo da ONU para apátridas. Isso é sério, porque nem todos querem receber uma pessoa assim, geralmente são perseguidos políticos ou com problemas com o fisco."
Bom, minha vovó somente fez uma viagem longa aos oito anos de idade. Roteiro: Itália-Brasil. Chegando aqui ainda em 1900, ela já era uma sem caminho de volta. Nunca mais colocou os pés em outro navio que cruzasse mares. Nunca voltou para terra de seu pai, pois sua mãe, como ela, também não tinha torrão algum.
Repito, não conheci vovó.
Vovó que chegou na cidade de São Paulo sem ter completado ainda uma década de vida, filha de italianos de Verona, com pai engenheiro porém sem grana. Vovó que pariu filhos no início do século XX, que se casou com um índio domador de cavalos, que viveu até conhecer alguns netos e que, segundo tia minha, sempre abominou o divórcio. Morreu por volta de 1960 e deixou poucas lembranças.
Mas, mesmo sem conhecê-la, tomei algumas dores que ela, talvez, nunca tenha sentido. Talvez mesmo! Porque não tinha tempo e nem queria pensar naquilo que eu pensava. Ela tinha a casa e os filhos para cuidar.
Eu não. Eu tinha tempo livre e fui até o respeitado Consulado Geral Italiano do Rio de Janeiro. Lá fui recebida por uma recepcionista educada que escaneou minha mochila e me concedeu passagem. Afinal, eu não portava arma de fogo, facas, qualquer outro tipo de objeto cortante, bombas, nem comida estragada.
Entrei em uma sala. Nela, sentada atrás da mesa, estava uma outra mulher. Branca, séria e vestindo uma blusa jeans.
- O que você deseja? - ela perguntou.
- Quero saber se tenho direito à cidadania italiana. - eu disse.
- Quem é seu parente italiano?
- A mãe de meu bisavô.
- Quando ela nasceu?
- 1891.
- Não. Você não tem.
- Obrigada.
- Por nada.
Foi a primeira e última vez que fui tão objetiva. Confirmado o que dizia a página na internet deste consulado:
"PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS SOBRE O DIREITO DA CIDADANIA
Têm direito à cidadania italiana: 1. Filhos, netos, bisnetos, etc., de italiano, em todas as gerações mantendo-se a linha paterna; 2. Filhos, de mulher italiana que tenham nascido a partir de 01/01/1948; 3. Existem, porém, causas que podem ter determinado a perda da cidadania de acordo com as leis vigentes da época, como especificado nos pontos subsequentes. "
Meu bisavô que vai completar 93 anos em novembro nasceu em 1915, como já mencionei. Quando ele veio ao mundo, enchendo a pleura de ar, vovó ainda era apátrida (porque quem não pode transmitir sua cidadania só pode ser um sem pátria). Logo, sua falta de nação acabou por perseguir a sua cria.
"A mulher italiana no passado não tinha direito à transmissão da cidadania. Somente com a entrada em vigor da Constituição da República Italiana em 1º de janeiro de 1948, ela passou a transmiti-la. Sendo assim os filhos de mulher italiana nascidos antes de tal data não têm direito à cidadania. Observa-se porém que a mulher pode ter nascido antes dessa data, mas só transmite aos filhos que nasceram depois. "
Terça-feira, Agosto 19, 2008

A cabeça de cada um é a sua própria salvação ou desgraça. Mas, nem sempre o cérebro é o responsável pela atualização das lembranças. Às vezes, lembrar é um ato tão institivo que o coração pode ser o culpado de tudo. Por favor, não leve o significado de culpa muito ao pé da letra por aqui. Enfim, a pergunta é: quanto tempo leva para esquecer? Você pode responder dizendo que vai depender da intensidade dos acontecimentos, da repercussão, das pessoas envolvidas etc.
Estava pensando em qual poderia ser a quantidade de tempo suficiente para as pessoas se esquecerem de frases como: "a primeira vez é sempre a última chance"; "olhe nos meus olhos, sou o homem tocha e esta é uma canção de amor"; "estou pensando em casamento, mas não posso me casar, eu sou um rapaz direito e fui escolhido pela menina mais bonita"; "se fosse só sentir saudade, mas tem sempre algo mais, seja como for"; "gosto de São Paulo, gosto de São João, gosto de São Francisco e São Sebastião e eu gosto de meninos e meninas"; "aquele suor amargo do teu corpo ficou na minha boca por mais tempo"; "sexo verbal não faz meu estilo"; "talvez tivéssemos, teríamos tido, tivéramos filhos (...) estava lhe ensinado a ler On the Road e coisas desiguais"; dentre outras.
Pergunto isso porque voltei a ouvir os discos da Legião Urbana e, se a tal da memória (olha ela) não me falha, eu estava com 12 anos de idade quando Renato Russo se foi. Com a morte do vocalista da banda, a mesma nunca mais subiu aos palcos com liderança nova. A produção que ficou foi a mesma deixada por Renato, exceto pela coletânea e cds "ao vivo". Porém, todos com a participação dele.
Hoje em dia, não vejo considerável número de adolescentes indo buscar no passado coisas da Legião. Quando o tempo passar e, gente que era criança como eu em 1996 também deixar de existir, quem vai dar prosseguimento às histórias daquela que foi uma das melhores bandas do Brasil?
Tomara que eles nunca sejam esquecidos. Mas, se for inevitável, que isso leve muito tempo!
Quarta-feira, Abril 09, 2008

